
Um Lugar Qualquer - 7.0

A Vida dos Peixes - 8.0

Dorian Gray - 5.5








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''O homem é naturalmente mal'', já diziam os filosófos. Michael Haneke só tratou de reforçar. ''A fita branca'' é um filme simples, bonito e comovente que fala da crueldade humana. No primeiro momento em que é revelada a razão do título, fala-se do branco, da puereza, da inocência, que pode levar diretamente para a fotografia P&B, de certa forma a justificando. A inocência está diretamente ligada a infância, e é na infância que os traços de nossa natureza estão mais reforçados. Ainda não sofremos muita influência externa, nossa personalidade está em formação. Seguindo esta linha podemos concluir que ''A fita branca'' trata da natureza do homem.
Dos 5 filmes que já vi do Tarantino, este sem dúvida é o pior. Não que seja ruim, mas não é tão bom quanto os outros. Descobrimos quem é Mr.Orange rápido demais; Mr.Blue e Mr.Brown? Por que não saber mais sobre eles?; Mr.Pink? Como ele se envolveu com aquilo tudo? Segundo minha interpretação, ele era tão ''profissional'' que era o único a não conhecer realmente Joe. O filme é cheio de vazios, talvez só o de Mr.Pink tenha justificativa. Não consigo digerir a razão pela qual a crítica amou tanto este filme. Talvez seja por causa do fabuloso Mr.Blonde, um dos mais memoráveis personagens da história do cinema, pena que em certos momentos a autação de Madsen pareça tão forçada.
Rob Marshall devia ter vergonha da homenagem da onça que fez a Fellini, Nine pode ter personagens em comum, cenas(escritas) em comum, mas não chega aos pés de 8 ½. A fotografia maravilhosa, o roteiro excelente e a direção precisa nos envolvem de uma maneira quase que surreal, é difícil as vezes separar o que é real e o que faz parte da imaginação de Guido. [delete]Confesso que acidentalmente senti falta das musiquinhas...[/delete]
Obra-Prima incontestável, E.T. impressiona nas sutilezas, tornando simples um acontecimento ''extraordinário'', sem se deixar influenciar pelos exageros de Hollywood. A história do elo de amizade entre o ser de outro mundo e um garoto comum escrita por Melissa Mathison e contada de forma primorosa por Spielberg. Atuações sincronizadas, efeitos visuais revolucionários para a época e fotografia belíssima. Nada como uma história contada pelo ponto de vista inocente de uma criança. Não é difícil se ver apaixonado pelo ser ''extra-terrestre''. Atemporal, para ser visto por pessoas de todas as idades. Um verdadeiro clássico.
Jeff Bridges em uma atuação brilhante que lhe rendeu um merecido oscar. A história do homem decadente escrita de uma forma original e sem apelar para os clichês de sempre. Uma boa direção, fotografia as vezes meio morta demais.
O filme conta a história de um homem que descobre ter pouco tempo de vida. Em meio a belas atuações e uma excelente fotografia, o diretor capta bem todas as intenções de um roteiro frágil, mostrando as diversas facetas e emoções da personalidade de um protagonista único e cheio de contradições. Ele se despede de forma pessoal, daqueles de quem amou em vida. Na maioria das vezes, estes nem sabem que trata-se de uma despedida.
Inferior ao primeiro, aquela fórmula Tarantinesca de cenas com longo diálogos que prendem o expectador de uma forma surreal não funciona na sequência final. Uma constante (e exagerada) mudança de ritmo que chega a ser irritante. Sequências magnificas como a do ''mestre'' e a da ''Mamba Negra''. Além do capítulo 6 magnifíco, que nos permite ver pela primeira vez um encontro entre Bill e Beatrix. Um bom filme em geral, pecando apenas em alguns excessos de métodos á la Tarantino.