domingo, 27 de fevereiro de 2011

MELHORES EFEITOS VISUAIS - S.A.



A ORIGEM


Os outros indicados:
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Scott Pilgrim Contra o Mundo

INDICADOS - SANDRO AWARDS

Melhor Filme em Língua Inglesa

O Escritor Fantasma
A Rede Social
Cisne Negro
True Grit
O Discurso do Rei


Melhor Filme em Língua Não Inglesa

Tropa de Elite 2
Dente Canino
A Vida dos Peixes
Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passada
Filme Socialismo


Melhor Documentário

Catfish
José e Pilar
Procurando o Super Homem


Melhor Animação

Toy Story 3
Como Treinar o Seu Dragão


Melhor ator

Wagner Moura - Tropa de Elite 2
Jesse Eisenberg - A Rede Social
Ryan Gosling – Blue Valentine
Jeff Bridges - True Grit
Colin Firth – O Discurso do Rei


Melhor ator coadjuvante

Andrew Garfield - A Rede Social
Marco Nanini - A Suprema Felicidade
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
John Hawkes – Inverno da Alma


Melhor atriz

Julianne Moore - Minhas mães e meu pai
Nicole Kidman - Rabbit Hole
Natalie Portman - Cisne Negro
Juliette Binoche – Cópia Fiel
Isabelle Huppert - Copacabana


Melhor atriz coadjuvante

Marion Cotillard - A Origem
Rebecca Hall - The Town
Maria Luiza Mendonça - A Suprema Felicidade
Amy Adams - O Vencedor


Melhor fotografia

Copacabana
O Escritor Fantasma
Cisne Negro
Um Lugar Qualquer
True Grit


Melhor Trilha Sonora

Cisne Negro
Burlesque
127 Horas
Blue Valentine
True Grit


Melhor Direção

José Padilha - Tropa de Elite 2
Roman Polanski - O Escritor Fantasma
Christopher Nolan - A Origem
Darren Aronofsky - Cisne Negro
Ethan Coen, Joel Coen - True Grit


Melhor Roteiro Adaptado

José Padilha, Bráulio Mantovani, Rodrigo Pimentel - Tropa de Elite 2
Roman Polanski, Robert Harris - O Escritor Fantasma
Aaron Sorkin, Ben Mezrich - A Rede Social
Danny Boyle, Simon Beaufoy, Aron Ralston - 127 Horas
Charles Portis, Joel Coen, Ethan Coen - True Grit


Melhor Roteiro Original

Stuart Blumberg, Lisa Cholodenko - Minhas mães e meu pai
Mark Heyman, Andres Heinz, John J. McLaughlin - Cisne Negro
Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson, Keith Dorrington - O Vencedor
David Seidler – O Discurso do Rei
Abbas Kiarostami – Cópia Fiel

Melhores Efeitos Visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
A Origem
Scott Pilgrim Contra o Mundo

Melhor Elenco

O Discurso do Rei
True Grit
Inverno da Alma
O Vencedor
Harry Potter e as Relíquias da Morte


Melhor Montagem

Cisne Negro
A Origem
True Grit
A Rede Social
Scott Pilgrim contra o Mundo

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Síndromes e um Século

O círculo da vida visto pela ótica visionária de Apichatpong Weerasethakul.

Em um primeiro ato, vemos toda a beleza de uma cultura. O amor e a natureza transmutam-se em um belo tributo fílmico a cultura tailandesa. O ato passa-se em um hospital do interior da tailândia onde são apresentadas pequenas histórias, sem preocupação com linearidade. Uma médica entrevisa possíveis funcionários. Um monge descreve seu sonho para a atenta médica, receitando-lhe um chá de ervas em seguida, que é prontamente aceito. Um outro monge canta para o seu dentista uma música tradicional, e os dois se divertem durante a consulta. Um homem se declara para a médica, que lhe descreve uma história de um homem que conheceu em uma feira. Um piquenique ao ar livre. A confissão de um homem apaixonado por uma mulher.

As histórias que explodem sutileza e singularidade preparam-se agora para um segundo ato, que mudará a perspectiva sobre aquele que parecia apenas um festival de belas imagens. Para a transição, vemos um homem cantar em uma espécie de pequeno festival. Enquanto seu parceiro toca uma belissima canção ao violão, somos levados a uma intensa viagem sensorial, desembocando em um delicioso diálogo entre o cantor e um jovem monge. As vidas passadas são postas em perspectiva e o monge nos convida enfim para o surpreendente segundo ato.

Agora estamos em um hospital bastante moderno em uma tailândia urbana e globalizada. Uma médica entrevista um possível empregado em uma sala branca. Um monge faz um check-up com um médico, descreve seu sonho e logo em seguida oferece um tradicional chá de ervas. O médico faz pouco caso da medicina alternativa e prossegue sua consulta. Um dentista cuida dos dentes de um outro monge com a ajuda de uma assistente, sem ter qualquer tipo de contato com o paciente além do necessário. Um grupo de médicos bebe em uma sala escura de hospital. Jovem joga uma bola na parede e em seguida confessa a um médico que está apaixonado por um outro homem. Uma mulher visita um médico e o beija no hospital, ela manifesta a vontade de se mudar para um novo polo tecnológico.

As situações do segundo ato aparentemente semelhante as do primeiro, revelam uma brusca transformação da sociedade. Somos obrigados a engolir uma sociedade cada vez mais cética e fria, onde as relações humanas estão cada vez menos pessoais. A essência de um povo, tão bem abordada na primeira parte, perde-se em um mundo onde os seres humanos aproximam-se cada vez mais da perda de sua identidade. Os entraves das relações afetivas deixam de ser profundos, dando lugar aos problemas de capital. Ao invés da bela música, ouvimos a irritante poluição sonora das cidades.

Não bastasse nos dar um tapa na cara atrás do outro, Apichatpong decide esclarecer tudo com uma belissima metáfora em uma de suas cenas finais. Onde um tubo suga lentamente todo o ar, tornando tudo seco, frio e obscuro. Seus personagens solitários contemplam o vazio e em pouco tempo a película acaba. O futuro parece não mais nos pertencer, somos obrigados então a aceitar e continuar vivendo. Pessimista? Talvez. Genial e sincero? Sem dúvida.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nowhere Boy

A história de uma das maiores lendas do mundo contemporâneo não passa disso. A juventude de John Lennon é contada por um roteiro confuso e sem estrutura.

O filme traz como carro chefe os segredos da família de Lennon, que criado pela tia, desconhece o motivo de ter sido abandonado pelos pais. No desenrolar da história defrontamo-nos com diversas pistas que nos levam a um final dramático e surpreendente. Com a família em primeiro plano, sente-se muito a falta de uma abordagem mais elaborada do papel da música na vida de Lennon. Mesmo que pareça que o seu estilo "bad boy" seja bastante influenciado pelo ainda marginalizado "Rock and Roll". O que era para ser uma diferente perspectiva da vida de Lennon, torna-se uma alegoria vazia que não justifica o mito que se tornou. É impossível assistir a um filme sobre uma lenda sem procurar em todos os lugares referências ao que viria a ser no futuro. As imagens não trazem a música como fuga, ou exemplo, ou nada.

O filme parece o tempo inteiro ter sido feito as pressas, sem cuidado ou organização. Contudo, possui seus pontos altos. Dos mais gritantes está a fotografia excepcional, tipicamente inglesa e explodindo em identidade. A frieza da fotografia dança em perfeita harmonia com a composição de planos, amenizando o desastre que é o roteiro. Roteiro que além de tudo consegue ser repetitivo, quantas vezes vemos a mesma cena de John abrindo a porta da casa da tia e saindo ora raivoso, ora animado. A tentativa frustrada de nos fazer adentrar na narrativa, transforma-se então em mais um ponto prejudicial ao péssimo ritmo estabelecido do inicio ao fim. Uma montagem mal feita acaba por desmerecer a bela maquiagem, transparecendo como se o filme se passasse em pouco mais que algumas semanas na vida de Lennon.

Aaron Johnson cativa o público, dando motivos para se acreditar enfim que assistir a "Nowhere Boy" não foi tanta perda de tempo assim. Kristin Scott Thomas nos entrega mais uma atuação impecável, nos fazendo questionar o motivo de não ter sido ainda imortalizada, pelo público e pela crítica, como uma diva do cinema.

Um filme regular, que não entretem e nem faz pensar. Não acrescenta em nada a visão sobre o artista a quem a cinebiografia se refere. Entretanto, é lindo para os olhos como todo bom filme inglês.

sábado, 29 de janeiro de 2011

SANDRO AWARDS

Até agora, o meu Segundo Sandro Awards possui 30 filmes disputando em 15 cartegorias. A previsão é que cada cartegoria tenha no máximo 5 concorrentes. Até a presente data, os seguintes filmes foram indicados (As cartegorias em que competem serão divulgadas no meio de fevereiro): True Grit (8 Indicações), Cisne Negro (7 Indicações), O Escritor Fantasma (5 Indicações), Tropa de Elite 2 (4 Indicações), A Rede Social (5 Indicações), O Discurso do Rei (4 Indicações), O Vencedor (4 Indicações), A Origem (4 Indicações), Copacabana (2 Indicações), A Suprema Felicidade (2 Indicações), Minhas Mães e Meu Pai (2 Indicações), Cópia Fiel (2 Indicações), Como Treinar o Seu Dragão (1 Indicação), 127 Horas (2 Indicações), Rabbit Hole (1 Indicação), Blue Valentine (2 Indicações), Toy Story 3 (1 Indicação), Filme Socialismo (1 Indicação), A Vida dos Peixes (1 Indicação), Tio Bonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (1 Indicação), Atração Perigosa (1 Indicação), Um Lugar Qualquer (1 Indicação), Harry Potter e as Relíquias da Morte (2 Indicações), Scott Pilgrim Contra o Mundo (2 Indicações), Inverno da Alma (2 Indicações), Catfish (1 Indicação), Burlesque (1 Indicação), Dente Canino (1 Indicação), Procurando o Super-Homem (1 Indicação) e José & Pilar (1 Indicação).

Este é o meu Segundo Sandro Awards, que faço para satisfazer minha vontade gritante de fazer listas e classificar os melhores. Mesmo que ninguém leia, é coisa da alma, fazer o quê? Todos os filmes do Segundo Sandro Awards datam de 2010.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto.

"Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto" conta a história de dois irmãos que motivados por diferentes motivos, armam assaltar a loja dos pais. O plano dá errado, a mãe dos garotos morre e o pai passa a procurar frenéticamente os responsáveis pela morte da esposa, sem saber que esses são os seus filhos.

O Andy de Philip Seymour Hoffman é o grande mentor do plano executado pelo irmão Hank e um capanga. Enquanto Hank é motivado por razões financeiras fortes, sendo visto como fracassado por sua filha e todos os outros a sua volta, Andy está insatisfeito com a sua vida estagnada ao lado de sua mulher: A belissima Gina Hanson de Marisa Tomei. A moral dos dois irmãos é posta em cheque e a culpa os afeta de formas distintas, nos ajudando a compreender as ações dos personagens. Obra de um grande roteiro, uma cama de gato muito bem armada. A história é deliciosa e inteligente, com diálogos poderosos e situações muito bem pensadas. Tornando-se um incrível excercicio para a cabeça, além de um grande entretenimento.

Mesmo que extremamente impactante, o final é rápido demais, dando a impressão de que foi escrito de última hora. O final quebra ainda mais o ritmo do filme, que é afetado constantemente pela péssima edição e os maneirismos chatos e repetitivos ao retroceder no tempo. Aliás, o jogo magnifico do filme de sempre remeter ao passado pelo ângulo de diferentes personagens perde muito a sua força com esses fracos recursos visuais.

O maravilhoso prólogo do filme só é superado pela cena em que Charles, o pai, vai visitar Nanette, a mãe, no hospital. O "Eu te amo" exclamado por Charles pode ser visto como um dos mais emocionantes e expressivos da história do cinema. É Albert Finney que realiza através de Charles a melhor atuação do filme. O ator tem o poder de apenas com o olhar nos fazer sofrer com os conflitos internos de Charles. Com uma simples alteração de voz sabemos suas intenções para próximos passos, como na cena final.

Contudo, não é só Albert Finney que brilha. No geral, as atuações são excelentes. O único que perde é Ethan Hawke, que exagerado não encontra o tom certo para o seu personagem. Philip Seymour Hoffman e Marisa Tomei são um show a parte, dignos de aplausos.

Visualmente o filme é morno, com fotografia relativamente crua. Mas Lumet consegue manipular tudo que tem nas mãos a fim de nos fazer entrar na história de tal forma, que perdoamos tudo. Jogadas de um grande mestre que sabe como prender o público plano sobre plano. É de se espantar que um diretor de tão longa carreira ainda consiga fazer um filme de tal tamanho. Sidney Lumet honra com vigor sua filmografia com este trabalho imperdível.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bus Palladium - My French Film Festival.



Um filme com uma história absurdamente clichê, Bus Palladium ainda assim consegue diferenciar-se dos outros. A direção tem ai um papel fundamental, que em contato com o elenco bem escolhido e a fotografia cool, dão uma magnífica aura de rock dos anos 60. A história une as duas histórias mais óbvias dentre os filmes do gênero: A garota que gera desavença entre dois membros e o membro que causa tumulto ao se sentir o dono da banda.

Manu é o personagem que rouba a cena, um vocalista genial e problemático. Esse, apaixona-se por Laura ao mesmo tempo que seu amigo Lucas. Manu, Lucas, Philippe, Jacob e Mário possuem uma típica banda sonhadora que vislumbram o sucesso. Na medida em que começam a fazer sucesso, Manu sente-se o dono da banda, irritando a todos. Lucas, que sempre dedicou-se ao máximo a Manu, sente-se fatigado com tudo que já passou com Manu e com os atuais conflitos.

Visualmente belo, com pouco conteúdo. A impresão que fica é: Já vi isso antes.