Filme em Língua Inglesa
Meia Noite em Paris
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancholia
A Árvore da Vida
Inquietos
Tudo pelo Poder
Filme em Língua Não Inglesa
Polisse
Michael
O Garoto que Mente
Ausente
Sibéria, Monamour
O Garoto de Bicicleta
Filme Brasileiro
Histórias que só existem quando lembradas
Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios
Sudoeste
O Palhaço
Direção
Lars Von Trier por Melancholia
Terrence Malick por A Árvore da Vida
Woody Allen por Meia Noite em Paris
Maïwenn por Polisse
Markus Schleinzer por Michael
Beto Brant e Renato Ciasca por Eu Receberia as Piores Noticias de Seus Lindos Lábios
Eduardo Nunes por Sudoeste
Gus Van Sant por Inquietos
Selton Mello por O Palhaço
Marco Berger por Ausente
Slava Ross por Sibéria, Monamour
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne por O Garoto de Bicicleta
George Clooney por Tudo Pelo Poder
Ator
Owen Wilson por Meia Noite em Paris
Michael Fuith por Michael
Selton Mello por O Palhaço
Paulo José por O Palhaço
Sean Penn por Aqui é o Meu Lugar
Ryan Gosling por Tudo Pelo Poder
Atriz
Kirsten Dunst por Melancholia
Charlotte Gainsbourg por Melancholia
Jessica Chastain por A Árvore da Vida
Sônia Guedes por Histórias que só existem quando lembradas
Keira Knightley por Um método perigoso
Camila Pitanga por Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios
Cécile De France por O Garoto de Bicicleta
Ator Coadjuvante
Michael Sheen por Meia Noite em Paris
Alan Rickman por Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
John Hurt por Melancholia
Kiefer Sutherland por Melancholia
Jérémie Renier por O Garoto de Bicicleta
Atriz Coadjuvante
Marion Cotillard por Meia Noite em Paris
Rachel McAdams por Meia Noite em Paris
Maggie Smith por Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Charlotte Rampling por Melancholia
Marisa Paredes por A Pele que Habito
Elenco
Meia Noite em Paris
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancholia
A Árvore da Vida
Um Método Perigoso
O Palhaço
Sibéria, Monamour
O Garoto de Bicicleta
Tudo Pelo Poder
Roteiro Adaptado
George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon por Tudo Pelo Poder
Roteiro Original
Woody Allen por Meia Noite em Paris
Maïwenn e Emmanuelle Bercot por Polisse
Markus Schleinzer por Michael
Marité Ugás e Mariana Rondón por O Garoto que Mente
Eduardo Nunes e Guilherme Sarmiento por Sudoeste
Jason Lew por Inquietos
Slava Ross por Sibéria, Monamour
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne por O Garoto de Bicicleta
Fotografia
Meia Noite em Paris
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancholia
A Árvore da Vida
Um Método Perigoso
Histórias que só existem quando lembradas
Michael
O Fim do Silêncio
Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios
O Garoto que Mente
Sudoeste
Inquietos
O Palhaço
Sibéria, Monamour
O Garoto de Bicicleta
Tudo Pelo Poder
Direção de Arte
Meia Noite em Paris
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Super 8
Um método Perigoso
O Palhaço
Montagem
Polisse
A Árvore da Vida
Tudo Pelo Poder
Trilha Sonora
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
A Árvore da Vida
Melancholia
Inquietos
O Palhaço
Aqui é o Meu Lugar
Efeitos Visuais
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancholia
A Árvore da Vida
Super 8
Som
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
Melancholia
A Árvore da Vida
Super 8
Animação
Documentário
Prova de Artista
As Canções
sábado, 18 de junho de 2011
Balanço Geral - Festival Varilux
Tendo assistido nove dos dez filmes do "Festival Varilux de Cinema Francês", posso dizer que fiquei bastante satisfeito. As produções eram bastante diferentes, entretanto possuiam um nível de qualidade muito parecido e alguns pontos em comum: Como a fotografia e a mise en scène, que pareciam ter sido bem trabalhadas em praticmanete todos os filmes. As resenhas sobre os filmes podem ser lidas aqui no blog mesmo em post's anteriores.
Para não perder a prática das premiações, vão abaixo os filmes e suas respectivas notas, seguidos por uma pequena seleção onde escolho dentre os filmes do festival: Melhor Filme, Mise en Scène, Melhor Atuação, Melhor Fotografia e Melhor Argumento.
COPACABANA - :)
UMA DOCE MENTIRA - :)
POTICHE - :)
SIMON WERNER DESAPARECEU - :D
UM GATO EM PARIS - :D
XEQUE MATE - :D
OS NOMES DO AMOR - :|
O PAI DOS MEUS FILHOS - :)
VÊNUS NEGRA - :O
Filme VÊNUS NEGRA
Mise en Scène SIMON WERNER DESAPARECEU
Argumento XEQUE MATE
Atuação SANDRINE BONNAIRE (XEQUE MATE)
Fotografia COPACABANA
E que venha 2012.
Para não perder a prática das premiações, vão abaixo os filmes e suas respectivas notas, seguidos por uma pequena seleção onde escolho dentre os filmes do festival: Melhor Filme, Mise en Scène, Melhor Atuação, Melhor Fotografia e Melhor Argumento.
COPACABANA - :)
UMA DOCE MENTIRA - :)
POTICHE - :)
SIMON WERNER DESAPARECEU - :D
UM GATO EM PARIS - :D
XEQUE MATE - :D
OS NOMES DO AMOR - :|
O PAI DOS MEUS FILHOS - :)
VÊNUS NEGRA - :O
Filme VÊNUS NEGRA
Mise en Scène SIMON WERNER DESAPARECEU
Argumento XEQUE MATE
Atuação SANDRINE BONNAIRE (XEQUE MATE)
Fotografia COPACABANA
E que venha 2012.
MEIA NOITE EM PARIS
O mais novo Woody Allen é uma daquelas coisas da vida a qual amamos tudo, até mesmo os singelos defeitos.
“Meia Noite em Paris” conta a história de Gil, vivido por um inspirado Owen Wilson, um escritor que vai passar as férias em Paris com a noiva Inês e seus futuros sogros. Cansado de escrever roteiros para cinema, Gil quer se dedicar a um romance. O que parecia ter tudo para ser uma viagem inspiradora, torna-se enfadonha graças a série de compromissos irritantes programados pela noiva. Sempre levando o chato e pedante Paul, em uma atuação brilhante de Michael Sheen, a tira colo.
Em uma caminhada por Paris, ao badalar da meia noite, Gil entra em um carro antigo e vai parar na Paris dos anos vinte. Lá encontra seus maiores ídolos, de Salvador Dalí e Luis Buñuel a Ernest Hemingway e Scott Fitzgerald. Apaixonando-se pela belíssima personagem de Marion Cotillard, Adriana.
Transitando por dois mundos, com uma naturalidade que só a mão de Woody Allen poderia dar, Gil vive uma comédia romântica onde sua amante não é nem Adriana, nem Inês, e sim a cidade luz.
Mesmo que solidificado em uma série de referências, “Meia Noite em Paris” é um filme bastante acessível. O roteiro recheado de diálogos leves consegue o que parecia impossível em uma história tão mirabolante: Um filme sem arrogância ou almejo a intelectualidade. Intelectualidade essa zombada muitas vezes durante a projeção.
Woody Allen parece ferver em sua mise em scène. Os planos são sempre monumentais, amparados por uma fotografia de tirar o fôlego. Os movimentos de câmera, os enquadramentos e até mesmo a própria relação da imagem com os atores, são tratadas de forma inquieta pouco vista na filmografia do autor. Sem dúvida, esse não é apenas “mais um filme do Woody Allen”. Ao contrário do que muitos insistiam em apontar, Allen mostra que seu cinema esta mais vivo do que nunca.
O filme, por pouco, não chega a perfeição. Talvez seu único defeito evidente seja a montagem, que muitas vezes quebra a fluência narrativa em um texto sem elipses de tempo mastigadas.
Além de Cotillard e Sheen, o elenco possui uma série de atuações exemplares: Rachel McAdams como a humanizada esposa de Gil, ora amável, ora detestável; Adrien Brody como Salvador Dalí e Kathy Bates como Gertrude Stein, roubando todas as atenções nos poucos minutos que estão em cena. Entre outros.
Os conceitos de passado, presente e futuro são postos em xeque nesse filme delicioso. Não importa se Gil teve uma infância feliz, se o seu livro irá ser um sucesso ou se ele vai ficar em Paris pelo resto da vida. E sim, que a “Meia Noite em Paris”, Woody Allen leva seu expectador ao delírio e o deixa por fim, com um imenso sorriso no rosto.
*-*
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Festival Varilux - Vênus Negra.

Vendo histórias reais como essa, envergonhamo-nos de sermos seres humanos. É horripilante pensar no tipo de maldade que as pessoas são capazes de fazer umas com as outras. O que nos leva a crer que com uma história tão manchada de sangue, o futuro não possa ser nada menos do que penoso.
A forma crua como é contada a história da sonhadora e sofrida mulher africana, que foi animalizada e explorada de diversas formas pelos homens do ocidente, deixa a todos da sala de cinema inquietos. Repulsa, medo, aflição, são tantas as sensações que o filme passa através das imagens.
Conduzidas por um roteiro forte, a direção vertiginosa e a bela fotografia dão beleza a algo medonho. Um trabalho excepcional, sem dúvida. A trilha sonora e a montagem criam a atmosfera perfeita que engrandece o filme e incha os olhos do expectador. A direção de arte soa falsa em alguns momentos, mas não o suficiente para prejudicar o filme.
A atuação da incrível Yahima Torres tonifica o filme, sua entrega ao papel é assustadora. Seguida por excelentes coadjuvantes. Yahima consegue criar auras fortes e diferentes, seja com o olhar vazio ou com as lágrimas de suplica. Trabalho divino.
Deslumbrante, simplesmente deslumbrante.
Festival Varilux - Le Pére de Mes Enfants.

Seguindo os passos de Hitchcock, Mia Hansen-Love nos surpreende ao tirar de cena aquele que pensávamos ser o protagonista. Em "Le Pére de Mes Enfants", os personagens e tramas funcionam como planificações conceituais da vida. Quando os créditos finais começam a subir, ouvimos "WHATEVER WILL BE, WILL BE" e tudo fica cristalino.
Apesar de defeitos técnicos, como certos erros na fotografia e na mixagem de som, temos uma série de metáforas que nos levam a pensar no belíssimo conjunto de acidentes que criam, eliminam e transformam a vida. Quando em meio ao jantar tudo fica escuro, os personagens se divertem. Quando a luz volta, o amigo da família diz que tudo uma hora tem que acabar. E é essa a alma do fim, tudo na vida tem um inicio, meio e fim, não sendo necessariamente uma etapa mais importante que a outra.
Esse não é um filme sobre um produtor endividado, uma família que tem que lidar com a morte de seu provedor ou a indústria cinematográfica cruel. É um filme sobre a maravilha que é a vida, em seus momentos grandiosos e prosaicos.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Festival Varilux - Os Nomes do Amor

Não é novidade que eu tenho certos problemas com filmes que abusam de uma narrativa mais pop. Em alguns cados, vide (500) Dias com Ela, a fórmula dá certo. Em outros, como o filme do qual falamos, o resultado é uma ausência de ritmo gritante.
A história tem sérios problemas de roteiro, que acaba se esforçando demais para ser engraçado. Entretanto, o casal protagonista leva o filme de maneira sensacional.
Mesmo com a narrativa confusa, ocorre nesse filme algo típico dos filmes desse festival: Os personagens são construídos com primor. Tanto os protagonistas quanto os coadjuvantes.
Apesar de todos os defeitos, "Os Nomes do Amor" cumpre muito bem seu papel, falando com humor e leveza sobre temas bastante polêmicos. O nada convencional casal Bahia e Arthur servem como ferramentas para uma série de ironias quanto a assuntos como posição política, sociedade de consumo e monogamia.
Através dos pais de Bahia, fala-se sobre um tema delicado da França: A Imigração. A forma periférica como são tratados os imigrantes pelas elites e como isso reflete em suas vidas e desencadeia em uma série de complexos. O tema já havia sido abordado brilhantemente em "Entre os Muros da Escola".
Outro ponto alto da trama são os pais de Arthur. Além de possuírem diálogos e atuações excelentes, a mãe possui uma trama forte. Ela foi a única de sua família a não morrer nos campos de concentração na segunda guerra. O que reflete em sua personalidade e por fim em toda a vida do filho.
A miscelânea de temas sérios abordados com humor, faz desse um ótimo programa para o entretenimento e a cabeça.
Visto no dia 14/06/11.
Festival Varilux - Xeque Mate

A simplicidade do cinema de Caroline Bottaro emociona e faz com que o público sai do cinema com um sorriso bobo na face.
A brilhante Sadrine Bonnaire interpreta Hélène, uma mulher que abdicou de sua vida para se casar. Faxineira doméstica, Hélène aceita tudo que que a vida lhe impõe sem reclamar. Ao ver um casal jogando xadrez no hotel em que trabalha como camareira, passa a nutrir o desejo de aprender o jogo. Ministrada pelo patrão de uma casa onde trabalha, O Dr. Krüger de Kevin Kline, Hélène transforma o xadrez em motor da sua vida.
O xadrez simboliza o ponto de virada da vida de Hélène, que deixa de ser passiva a tudo. A relação com o trabalho, o marido, a filha, as amigas e sobretudo a vida, são postas em perspectiva. Em meio a um turbilhão de conflitos externos, é contra si que Hélène tem que de fato lutar, a fim de permitir a si mesma o direito de ser feliz.
Recheado de atuações excelentes, "Joueuse" possui um texto primoroso e uma mise en scène leve e cuidadosa. Bonnaire e Kline estão estupendos, respeitam os ritmos de seus personagens e não se perdem em atuações exageradas e viciosas.
As locações são belíssimas, muito bem aproveitadas pela direção de fotografia. A direção de arte imprime uma realidade crua que permite que a mise en scène se sobressaia ainda mais.
Um filme simples, doce e de uma beleza pouco vista no cinema atual.
Visto no dia 14/06/11.
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