domingo, 16 de outubro de 2011

FESTIVAL DO RIO 16/10

O Palhaço
(Dirigido por Selton Mello / Première Brasil)



Ainda que com uma estrutura narrativa esquisita, "O Palhaço" comprova que Selton Mello está "fazendo o que nasceu para fazer": Cinema. Todos os segmentos se encontram em harmonia, possibilitando que o clima de espetáculo circense tome conta do expectador. Os aplausos no fim deixam de ser surpreendentes.
Avaliação :)

FESTIVAL DO RIO 15/10

Um dia de contrastes, um filme morno e a maior pérola vista no festival até então.

JUNTOS PARA SEMPRE
(Dirigido por Pablo Solarz / Première Latina)



Tecnicamente impecável, funciona bem como comédia. Entretanto, não impressiona. Um filme bem realizado, mas de pouca inspiração.
Avaliação :|

INQUIETOS
(Dirigido por Gus Van Sant / Panorama do Cinema Mundial)



Exalando delicadeza por todos os seus poros. Roteiro, direção, fotografia, montagem, trilha sonora, arte... Tudo na mais bela sintonia. Mesmo girando em torno da morte e de dramas profundos, o filme consegue ser feliz, levando o expectador aos sorrisos durante toda sua extensão. Obra-Prima.
Avaliação: *-*

FESTIVAL DO RIO 14/10

Dia brasileiro, o melhor do festival, sem dúvida.

As Canções
(Dirigido por Eduardo Coutinho / Première Brasil)



Colocando-nos na frente de pessoas reais, com histórias reais. Ao mesmo tempo em que interfere diretamente em seus depoimentos, seja perguntando, seja reagindo. Coutinho faz mais uma pérola com o poder de suas contradições.
Avaliação: :D

Sudoeste
(Dirigido por Eduardo Nunces / Première Brasil)



Com uma fotografia espantosa, o filme é visualmente incrível e peculiar. Seu planos longos só evidenciam a beleza do lugar e de seus personagens, beleza que não é padrão, e sim única. Tudo converge para a criação da aura de realismo fantástico - Partindo do roteiro, passando pela arte e chegando na montagem. Lindo!
Avaliação: :D

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

FESTIVAL DO RIO 13/10

O Garoto que Mente
(Dirigido por Marité Ugás / Première Latina)



Extremamente delicado, lembra um pouco "Os Incompreendidos" (De François Truffaut), ao mesmo tempo em que parece se localizar em um mundo muito particular e distante do nosso - Um road movie muito particular. Talvez todo esse teor extraterreno seja oriundo da bela fotografia, da direção peculiar e do roteiro, que não teme seguir seu próprio rumo, assim como seu personagem.
Avaliação: :)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

FESTIVAL DO RIO 12/10

No dia mais fraco do festival, uma grande decepção e um belo filme estranho.

Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios
(Dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca / Première Brasil)



Belissimamente fotografado, com usos incríveis das cores e planos maravilhosos, o filme se consagra como uma grande experiência plástica sensorial. Ainda que belo, admito não ter compreendido bem algumas metáforas claramente colocadas, ignorância minha, e não de seus realizadores, que executaram um bom trabalho.
Avaliação :)

Último dia em Jerusalém
(Dirigido por Tawfik Abu Wael / Imagens de Israel)



Grande decepção do festival. Um título tão bom, um filme tão ruim. Exceto algumas atuação razoáveis, nada mais salva. Um completo desperdício de tempo.
Avaliação: :X

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

FESTIVAL DO RIO 10/10

Quarto dia agitado nos bastidores, mas com pouco fluxo de filmes vistos. Entretanto, um excelente dia de filmes.

Invisível
(Dirigido por Michal Aviad / Imagens Israel)



Seguindo uma narrativa muito bem construída, com um roteiro inteligente e uma direção que faz jus ao mesmo. Em seu primeiro longa metragem de ficção, a diretora mostra um pleno domínio na arte de manipular as emoções do expectador.
Avaliação: :0

Prova de Artista
(Dirigido por José Joffily / Premiére Brasil)



A arte sobre a vida, a arte maior do que a vida. Com muita doçura, Joffily expõe o desejo pelo fazer artístico, a luta pelos ideias e os conflitos entre os diversos caminhos. Um dos melhores documentários brasileiros dos últimos tempos.
Avaliação: :)

domingo, 9 de outubro de 2011

FESTIVAL DO RIO 09/1O

Em um segundo dia bastante coerente, duas obras bastante peculiares, que levam o expectador a uma grande mistura de sensações.

Polisse
(Dirigido por Maïwenn / Expectativa 2011)



Com roteiro cheio de nuances e uma direção de tom documental, Polisse revela ao público uma estranha sensação de impotência. Seja por conta do sistema que tem seus próprios interesses, seja pela busca de explicação do inexplicável. Talvez seu único problema seja durar demais.
Avaliação: :O

Michael
(Dirigido por Markus Schleinzer / Panorama do Cinema Mundial)



Através de uma atuação exemplar de seu protagonista e de enquadramentos que permitem ao expectador a impressão do próprio olhar sobre o filme, gera-se uma sensação de ambiguidade. Onde nos vemos perplexos ao perceber que simpatizamos, ao mesmo tempo que enojamentos o seu protagonista - Um pedófilo, mas de atitudes desengonçadas. Um filme sombrio, que consegue ser cômico em alguns momentos.
Avaliação: :O